4 de set de 2011

De volta ao remetente


É covardia oferecer a alguém com alarmante variação dos decibés de sanidade a dúvida cruel do remetente desconhecido. Até porque, usando um serviço de e-mail anônimo, você perde a chance de receber uma resposta decente e, pior, pode acabar tendo sua resposta virando uma ridícula postagem de blog. Sabe? Era mais prático criar uma conta de e-mail gratuita (tem tantas boas opções por aí) e enviar a mensagem de lá. Daria a impressão de pelo menos ser alguém mais esperto (?) - e se você me conhece mesmo, sabe o quanto sou chata com certas coisas. Quem sabe eu até te adicionava no MSN (apesar de fontes seguras afirmarem que isso não é muito saudável e eu mesma não ter muito tempo e paciência para usar qualquer messenger)?
Achei fofíssimas as suas observações sobre coisas que ninguém repara, é legal saber que alguém vê certos detalhes (porque eu realmente passo horas - às vezes dias - decidindo qual esmalte vou usar). 
Me desculpe se às vezes parece que não estou dando a menor importância pro que você (seja lá quem seja) fala. Na verdade estou sim prestanto atenção enquanto pareço não estar, é que presto atenção em mil coisas ao mesmo tempo. Mas se estou falando contigo é sinal de que o seu assunto (você?) é uma delas. A não ser que eu comece a responder tudo monossilabicamente, isso quer dizer que já passou da hora de mudar de assunto mas eu não quero e/ou não posso te mandar calar a boca.
Eu não sei o que é um "jeito de olhar apetecível", mas, cara, meu olho tá inflamado, não vejo (oi, trocadilho!) como poderia ter um olhar apetecível (seja lá o que isso signifique) nessa situação. Gosto de olhar nos olhos das pessoas e é normal que eu procure verdades escondidas nas pupilas do meu interlocutor (e infelizmente nem sempre encontro porque tem gente que olha para outras partes outros lugares invés de me ohar nos olhos).
Mas receber o seu e-mail hoje me fez sorrir. Tava precisando. Obrigada.