16 de mar de 2010

John and Mary

Ela acreditava em contos de fadas
e também por isso, queria que sua vida
fosse como nas tramas de ficção.
Se imaginava numa fotonovela
onde sempre era salva pelo mocinho,
um cowboy justiceiro e charmoso
que lhe levava flores do campo
colhidas por ele mesmo
e pensava nela todos os dias
enquanto fumava seu cigarro numa montanha do vale
Um dia o que era fictício se tornou real
e seu peão apareceu,
arrebatador como devia ser.
Em sua primeira noite de amor,
graças ao cigarro fumado durante anos, brochou.
E foi assim que ela entendeu que a vida não é conto de fadas.